Por favor tire-me daqui, não quero mais ficar, as camisas de força sufocam-me quero sair daqui. Gritos, pedidos de socorro, grunhidos.. eu já estou bem, não preciso de que me deixem aqui mais tempo, quero me esvair, quero findar a dor longe daqui. Por favor tirem-me dessa profunda agonia, essa dor que me aperta dilacera e rouba minha vida, devolvendo-me o vazio de antes. A escuridão toma conta da minha alma, ela que é obsoleta derrubama-me e me joga ao beco frio que me encontrava antes. Quero sumir, findar, quero sair daqui mas estou presa a essa casa que me enche de frio, e de frio que nunca se esquenta de uma vida que nunca melhora, por favor código morse estou em desespero tire-me daqui.

Terrificada, guardas calibre em ferrugem desfiada pela cortiça gélida. Nada falado retifica substituição pela abstrata guarnição de pelugem desnudando-se afim de se descobrir... mas com esse olhar avessado ao valor tretado, vislumbra-se a prisão do tempo.... saia!
ResponderExcluiruau, o comentário do texto é prosa poética da mais alta qualidade, quase guimarães rosa, encantei-me!
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