sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Fim do poço.
Aqui é escuro, frio e úmido. Não tem comida e a vida é uma mentira, eu cansei do mundo e parei aqui. As pessoas o tempo, a agonia, nada nem mesmo o misero papel que embrulha o pão está comigo agora. Estou completamente só. Não ouço murmuros nem sorrisos, não ouço vozes, não tenho afago, não tenho saída, tudo sugere que eu passe dessa pra melhor. Aqui no fim, é melhor que as estrelas, melhor que a lua e o sol brilhante. Não tenho ninguém tudo se esvaiu daqui, tudo. Até pessoas que diziam nunca ir embora. Estou pasma e cansada com a facilidade de me “mandarem” pro fim do poço. Elas sabem quem são e sabem o que fizeram, não adianta mais eu não vou estar aqui, eu não vou estar com você, eu não vou estar com ninguém, por que agora, tudo que eu queria era, estar no fim do poço aonde estou, com minha misera vida, e com o misero pó que eu chamo de alma. Vou sumir. Findar-me. Nem mesmo a última pessoa que eu pudera conhecer saberá do meu destino, pois agora eu vou indo, para fim do poço outra vez, dele lá jamais sairei. Ou existirei novamente. Os mortos não falam.
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