sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Isso não é fingimento poético.

Escorre sangue. Talvez por isso ser tão errôneo não consigo parar. Marca-me totalmente. O mundo é desumano e cruel, chegar a essa situação é algo que traduz a minha dor. Garrafas, copos, plásticos, papéis, rascunhos e dor. Muita dor. Dor que não acaba mais, há suplicas também. é saudade, é cansaço é embriaguez. A pressão cai, e o coração doí, nada, não há nada que me faça parar. Quero sentir algo, quero sentir algo além de dor e da ferocidade do mundo nas minhas costas. Passo por becos, logradouros, ruas vazias e sem vida, assim como eu.A chuva cai o vento sopra e o sangue escorre. “Não foi nada, está tudo bem, tudo vai passar, desculpa” não adianta mais, são frases que há uma “salvação” remota. Estou pálida, úmida, opaca e com frio. Cansei de humilhar-me e mendigar atenção, cansei de guardar o feroz tigre que há em minhas veias. Nada é capaz de tirar de mim essa dor, esse buraco pelo qual sai a minha tristeza. Nada faz sentido, estou adormecendo, estou sumindo daqui, para que o sangue novamente escorra e eu possa ao menos sentir algo de novo.

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