Sob aquela poltrona de cor vermelha eu estava exausta de um ensaio, de fazer vários fouettés, e piruetas. -Ah, queria ser Giselle, queria ter o mais bonito papel, e dançar com Dadinov!- pensei. Mas eu tão fora de padrões estéticos, jamais conseguiria, a não ser que me cortasse toda e tirasse boa parte do meu corpo, ver aquelas meninas dançando com uma leveza de dar inveja, fazia com que meu estômago vibrasse de fome, mas eu certa de que nada me tiraria o papel de Giselle dormi, para que a fome passasse.
Acordei na manhã fria da Rússia, ao som de Vivaldi e fui ensaiar, sentia frio um frio incontrolável, contudo quando coloquei as sapatilhas já não mais o sentia, pensava "ensaie Lindsay ensaie! conseguirá o papel de Giselle". Assim fazia, dançava com toda a minha alma de bailarina crua, com toda a insegurança. Estava com 16 anos, uma idade que era fantástica pra toda bailarina, e a Rússia grande "exportadora" de bailarinas, tinha várias perfeitas.
"E vamos lá, 5,6,7 e 8 fouetté, grandjetté ,
PORT DE BRAS Lindsay !" -Gritava ms. Dunne. E eu fazia o que achava líbido, o que me era permitido, meu sonho teria um destino na manhã seguinte, o teste para as bailarinas principais começaria, e ms. Dunne acreditava que eu podia pegar sim o papel.
Primeira parte.
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