segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Confuso, porém..

Foi a última vez que eu despedir-me de minha amiga. Mal soubera que aquele seria o último adeus retorcido. Eu deitei na cama e acordei com o telefone as quatro da manhã. Brava por ter acordado-me respondi muito mal á ela. Ela havia brigado com alguém e precisava conversar, só conversar. Mas eu ocupada com o sono com meus problemas medíocres não pude escuta-la. Dormi. Ela não acordou. Minha mãe logo veio dizendo-me “calma, calma” esfreguei os olhos, sem entender perguntei o que tivera sido. Ela contou. Eu duvidei, tentei ligar tentei escultar aquela voz outra vez, e não poderia mais, muito teríamos que viver, muito teríamos que estar, que abraçar, sentir. Mas não. Eu neguei umas palavras e ela se matou enforcada sua casa. Eu a perdi. A minha melhor amiga morreu. Acabou ali nossos planos, desejos, anseios, por pura mediocridade de minha parte, por não querer falar, por sono, por burrice. Ela e eu repetíamos deveras vezes ” por você faria mil vezes”, e eu não cumpri. Não sei o que fazer.. não sei aonde estar, não sei mais como respirar. Tudo que eu queria era dormir outra vez e ouvir a velha voz dela dizendo: ” eu te amo”.

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