quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Carolina

Carolina é uma mulher esperta, caminha sobre a estrada de tijolos vermelhos e sonha em casar e ter filhos. Mal sabe ela que a vida cada dia piora; um dia ela pode nem ao menos acordar pra ver o nascer do sol e o orvalho das flores no quintal de casa. Talvez ela nem chegue no ano que vem; ela têm medo de perder, medo de se perder.. envolve os cabelos enormes e louros em teu corpo miúdo e cheio de esperanças de que a vida pare pra ela viver. Adora suco de laranja bem doce! porque de azeda já basta a vida e algumas pessoas que estão nela. Carolina, tem sorriso fascinante, voz estonteante e felicidade guardada junto com seus sorrisos frustrados pela hegemonia do tempo. Ela ouve Chico Buarque e sonha em ter um amor como os que ele canta em algumas melodias. Pobre Carolina, acredita que a vida ainda tem uma luz, uma saída uma vertigem. Ela crê que ainda pode morrer de amor, caminhar cantando e amar incondicionalmente.. pobrezinha.. mal sabe que o amor é uma falácia. Ela nunca sentirá vertigem, esse trecho: "Mania boba é essa da gente de gostar de alguém, alguém que nos faz um pouquinho feliz quando vem.." nunca fará sentido.. Ela ainda continuará rodando na cama vazia, e ouvindo vinis antigos pra espantar a velhice que chega a cada dia de madrugada; e Carolina agora é embalsamada com as cobertas de seu quarto, porque o frio da Alma dela tá ficando tão grande que ela já nem sabe qual é o gosto de um abraço. Ela está indo. Quem sabe voltará.

Nenhum comentário:

Postar um comentário