domingo, 3 de abril de 2011
Escritor, o meu poeta que batalhava desde a manhã até as tarde em uma delegacia, pra me dar tudo que tenho hoje. Vou lhes contar, meu pai era considerado estéril, ao menos o que dizia, quando ele conheceu minha mãe ela logo engravidou de mim, por hora não houve jeito dele acreditar que teria uma filha, mas teve e quando eu nasci, nasci como ele: branca, dos olhos azuis, e cabelos loiros. Meus pais se separaram, nunca morei numa casa em que os dois estivessem, ia de um lado para outro , de uma casa para outra, de uma briga para outra. Cresci e em um ano qualquer minha mãe denominou que iria morar somente com meu pai, ano de 2005 para ser precisa, treze anos puberdade, tudo para mim era novo, comecei a ter amigos, até então eu não os tinha, era bem gordinha, e ninguém falava comigo na escola, exceto o meu melhor amigo, Adryan, que era paraplégico. Tudo bem até essa época. Continuei sempre morar com meu pai, eu o amo muito, e me tornei hoje sua imagem e semelhança, mas algo de ruim aconteceu. Ele morreu deixando-me sozinha completamente, já não sabia o que fazer,agora eu não sei mesmo o que fazer. É algo incompreensível, eu não creio ainda mesmo depois de quatro anos, que ele não vai chegar àpos as seis horas falando comigo e estando ao meu lado. É difícil acreditar que sua voz vai sumindo da cabeça, só ficam lembranças, de algo bom e ruim que já aconteceu.E hoje, estou uma mulher, tive que crescer anos em apenas quatro, continuo na casa aonde morava com meu pai, não quis ir para minha mãe. Eu o amo, e sempre vou amar, e quem diz que passa, não sabe o que diz, pois nunca passa a dor nunca vai sair do coração, digo isso por que sinto por que sei como é não ter quem você ama do lado. O que acontece é uma “amenização” do que te acompanha, e você sente uma saudade apertada, que quando você vê, já toma conta e você se põe a chorar. Bem precisava escrever sobre isso, meu coração está apertado e chorando à dias.
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