domingo, 3 de abril de 2011

Text – 02

Escrevo coisas tão eloqüentes quanto o eu-lírico que vos escreve . Nada faz sentido, são alvoroços de pensamentos desnorteados e com um fluxo intenso. Muito intenso, que acabam me prendendo a eles e perdendo a vida que posso ter, me trancafiando num quarto mudo escuro, sem qualquer pessoa que possa me resgatar, sem qualquer pessoa que possa invadir tal espaço delimitado. Tento fugir mais meus pensamentos me agarram como serpentes misteriosas querendo me sufocar e prender meus ossos. As pessoas tentam entender esse eu-lírico , mais nem ele o entende! vos é complicado entender, que alguém pode não ter mapeamento, nem mesmo uma fuga de si ? Não tente decifrar-me, por que posso devorar-te como um feroz leão devora sua  presa. Tenho furtivas e raras pessoas que conseguem adentrar ao meu eu. E elas conseguem, ajudar-me, a crescer. Sem tentar me entender. O eu-lírico que vos fala, é mais um fruto do mundo, que não faz nenhum sentido.
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