De novo o frio calculista me sonda, me arrasta para o meio da surdina e me chicoteia com suas patas ferozes procurando o que perdeu : a vida. De novo, ele ultrapassa meus fios de cabelo se acopla ao meu corpo, entra em minhas veias e me faz estremecer. Me faz levitar por alguns instantes com um frio na barriga, me fez arrepiar e regozijar. Queria poder manda-lo embora, mais depois de uma noite como essa, não vou poder ele, irá me assolar a cada instante. O medo, que tudo transforma e muda.
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