segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Fico com raiva por poucas coisas. Eu fico magoada com poucas coisas. Desde pequena me magoava quando a melhor roupa da minha boneca sumia, ou quando a Luiza, pegava minhas bonecas sem que eu deixasse. Me entristecia quando eu ficava sozinha na casa de minha mãe e era obrigada a me entupir de comidas, para amenizar a solidão. Mas quando eu ia pra casa de meu pai, era tudo muito bom, mesmo com a ausência de amigos, eu me divertia, era feliz com todas aquelas árvores e plantas pelo enorme quintal. Brincava de tudo e fazia artes. Até que descobri o ciúme assim que tive meu jabuti, que por sinal, era meu melhor amigo. Geraldo, nome engraçado para um jabuti, e quantas saudades eu tenho dele, tão quieto, vivia tranquilo e adorava cenouras. Sempre fui só e desenvolvi meus medos, como combate-los, desenvolvi meus ciúmes porém até hoje não sei como combate-lo..não sei como conter, não sei como arranca-lo da minha lista de sentimentos. Tenho saudades desse tempo que meus ciúmes era só do Geraldo, e do meu pai, da época que  se eu tirasse notas dez, eu ganhava um beijinho na testa do meu pai e um big sorvete na esquina de casa. De quando eu pegava meus brinquedos colocava-os em uma mochila e subia na arvore e dizia que ia para o céu , ver as estrelas e andar em cometas. Lembro de quando, eu pegava todas as minhas bonecas e as cobria de noite, para que elas não sentissem frio, e se chovesse eu as colocava no meio da cama para elas não sentirem medo e trovões, na verdade eu tinha medo de que elas se zangassem por eu não cuidar delas e me matassem no meio da noite. Passei todos os dias importantes pra mim com meu pai, que media 1.90 com olhos azuis e cabelos loiros, era tão branco que ficava vermelho. É a pessoa que mais admirei , e que mais admiro é tão surreal.. eu sentia ciúmes dele quando ele começou a namorar outra mulher, desde que nasci meus pais são separados, e nunca pude ter um almoço em que eu e minhas irmãs, pudéssemos sorrir do meu pai contar piadas. Eu ficava triste quando meu pai me colocava na cama e saia com ela, nunca morei com ela, ainda bem, não suportaria ela com meu pai. Depois que aprendia ter ciúmes nunca mais ele saiu do meu coração, todos dizem que é insegurança, e é mesmo insegurança, medo de que a pessoa que eu tanto ame se vá. Assim como meu pai se foi. Eu já amo tão poucas pessoas, sou amada de verdade por tão poucas pessoas, que ainda tenho que dividi-las com outras. Desde amores, amigos, parentes.. é ruim ter toda essa dúvida e incerteza de que as pessoas me amem, é triste e lamentável me sentir assim , mais eu me sinto, mesmo que eu não queira é algo que me toma os sentimentos e só me devolve após a crise de ciúmes . Eu magôo as pessoas, eu sei que elas ficam tristes  e se decepcionam comigo. Peço-lhes perdão. Mesmo. Mais eu não sou essa fortaleza sou como uma flor que pode se despedaçar com um vento forte.. me magoar é tão simples, embora muitas pessoa pensem que não. Eu também vou melhorar isso, também peço-lhes perdão. Acho que eu vou parando por aqui, o sentimento de culpa está chegando e tenho que ir atende-lo.

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