quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Olhei por dentre as arvores, e o vento sobrevoava meus cabelos, era o pressentimento de algo ruim por vir. Estava mal, não era somente os desastres dos dias tristes e fúnebres que passava, era dor que vinha de antes, do passado sombrio que tive. Eu ouvia aquela ventania e sentia calafrios, a arvore que estava a minha frente balbuciava em meus ouvidos, seu grito de desespero. As corujas que rodeavam a corda, sussurravam suas lamúrias para mim, alucinógeno o momento em que elas pousaram em meus ombros e me carregaram até o topo da arvore, uma corda me esperava, talvez o fim do sofrimento, e o começo de uma nova aura. A amarrei no meu pescoço, um movimento brusco e a alma enfadonha, se esvaia. Contei até três, e la eu iria, com meus pés claudicantes, minha lágrima que escorria emudecida com as dores do tempo, sem nenhum contentamento. Era o fim ,das noites serenas com vozes ferozes rodeando minha alma pálida, opaca, e sumindo-ia.. Agora, eu iria.. Sumiria. Correria, de abraço a vida que um dai sumia.
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