segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Devaneios

As vezes era isso..
A noite caia, meu coração palpitava dor. Meus olhos encharcados de lágrimas, não conseguiram segurar toda a angustia.  Estava afoita, com um sentimento medíocre no bolso  e lembranças na mente, sumia.. sumia com o vento que passava por ali. Nunca tive tamanha decepção comigo, queria sangue  ver sangue, mais não de outras pessoas, o meu. Foi quando no ápice do meu desejo e odio por mim, resolvi acabar com tudo. Cheguei em casa, cansada de tudo, da escola, familia… Peguei a corda. Mais não. Seria muito fácil, mesmo assim .. A amarrei na macieira que havia no quintal, peguei uma cadeira, e seria mesmo ali que meu sentimentos seriam jogados fora, ao som das águas da lagoa no fundo de casa, com ventos passando e me desnorteando mais ainda. Lágrimas. Elas rolavam e pediam perdão por que não daria mais pra ficar aqui, inerente a toda essa balbúrdia que me assolava.Fraca. Eu queria não ser, mais conseqüências da vida viriam a me enlouquecer, o que eu faria acabaria com a tristeza. Ódio, eu queria não tê-lo, mais é inevitável nem sempre posso ter o que eu quero. Amarrei a corda no meu pescoço,  e ouvi alguns passos fechei os olhos agradeci por chegar ali, segurava o galho , e saltei da cadeira. contei, 1,2 e … Pára ! Surgiu uma pessoa em meio as árvores, plantas do meu quintal, eu me assustei, soltei as mãos e .. ele me segurou, me retirou de lá.. sem perguntar. Olhou em meus olhos, segurou em minhas mãos e sussurrou :
__ Você não pode desistir. Estou aqui, agora.
Eu somente chorei, ele me abraçou e me acalmou, ficou me velando durante a noite, mesmo o dia raiando ficamos ali, fazia frio muito frio, e nem se quer um segundo ele hesitou de tirar sua blusa de mim. Passava suas mãos em meus cabelos, minha esperança era ele , pensei que ele havia ido embora e me deixado, mas ele disse que não conseguiu. Mesmo em meio aquela cena feroz rodando a nossa cabeça, ele ficou, prometeu que não mais se ausentaria. Eu acreditei, eu acredito. Ficamos ali durante a manhã, olhei em seus olhos, passei a mão em teu rosto, e o beijei! como se beijasse uma roupa de veludo, queria ficar impregnada, inerente a ele, pra sempre. Foi o que eu fiz. Faço.

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